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domingo, 31 de março de 2013

ESPETÁCULO A VIDA E A PAIXÃO DE CRISTO FOI SUCESSO EM ANGRA DOS REIS

ONTEM, 30 DE MARÇO DE 2013, FOI REALIZADO NA PRAÇA DA MATRIZ, NO CENTRO DE ANGRA DOS REIS, LITORAL SUL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O ESPETÁCULO VIDA E PAIXÃO DE CRISTO, COM ARTISTAS ANGRENSES. ESSE ESPETÁCULO FEZ PARTE DA PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2013 NO MUNICÍPIO. A PEÇA FOI APRESENTADA PELO GRUPO COMPANHIA DA LUA E CONTOU COM PARTICIPAÇÃO DE DIVERSOS GRUPOS ARTÍSTICOS DE ANGRA. ACONTECEU COM A PARTICIPAÇÃO DE SEGMENTOS ARTÍSTICOS COMO MÚSICA, TEATRO, DANÇA E O FOLCLORE: HISTÓRIA DE CRISTO (NASCIMENTO, PROCISSÃO DA SEXTA-FEIRA SANTA, CANTO DE VERÔNICA SOM DA MATRACA MORTE E RESSURREIÇÃO), FOLCLORE DAS PASTORINHAS, MÚSICAS DO GRUPO REVOLUCENA E FESTA DO DIVINO (COMO BURRINHO E VAQUINHA MALHADA).
 
CONFIRA FOTOS:
 
FOTOS: THIAGO DE MORAIS.


O PÚBLICO LOTOU AS ARQUIBANCADAS.


O ESPETÁCULO TEATRAL TEVE COMO CENÁRIO A IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, NO CENTRO DE ANGRA DOS REIS.





 

PÁSCOA

CRISTO VENCEU, ALELUIA!!!
RESSUSCITOU, ALELUIA!!!
 
BOA PÁSCOA PARA TODOS.
 
NO DOMINGO DE PÁSCOA É COMEMORADA A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO.
 
QUE NOSSA FÉ SEJA REVIGORADA PELA CERTEZA DE QUE JESUS RESSUSCITOU E ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

sexta-feira, 29 de março de 2013

HOMILIA DO FREI CANTALAMESSA NA CELEBRAÇÃO DA SEXTA-FEIRA SANTA NO VATICANO

“Justificados gratuitamente por meio da fé no sangue de Cristo”, foi o título da meditação de Cantalamessa

Rádio Vaticano
Frei Raniero Cantalamessa fez a meditação da Celebração da Paixão do Senhor no Vaticano (Foto: CTV)
Frei Raniero Cantalamessa fez a meditação da Celebração da Paixão do Senhor no Vaticano (Foto: CTV)
 
 
“Todos pecaram e se privaram da glória de Deus, mas foram justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o predeterminou para a propiciação por meio da fé no seu sangue [...], para provar a sua justiça no tempo presente, a fim de que ele seja justo e justifique aquele que tem fé em Jesus” (Rm 3, 23-26).
Chegamos ao ápice do ano da fé e ao seu momento decisivo. Esta é a fé que salva, “a fé que vence o mundo” (1 Jo 5,5)! A fé – apropriação, pela qual tornamos nossa a salvação operada por Cristo e nos vestimos do manto da sua justiça. Por um lado, temos a mão estendida de Deus, que oferece a sua graça ao homem; por outro, a mão do homem, que se estende para recebê-la mediante a fé. A “nova e eterna aliança” é selada com um aperto de mão entre Deus e o homem.
Nós temos a possibilidade de tomar, neste dia, a decisão mais importante da vida, aquela que nos abre de par em par os portões da eternidade: acreditar! Acreditar que “Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação” (Rm 4, 25)! Numa homilia pascal do século IV, o bispo proclamava estas palavras excepcionalmente contemporâneas e, de certa forma, existenciais: “Para cada homem, o princípio da vida é aquele a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo se imola por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que aquela imolação lhe proporcionou” (Homilia de Páscoa no ano de 387; SCh 36, p. 59 s.).
Que extraordinário! Esta Sexta-feira Santa, celebrada no ano da fé e na presença do novo sucessor de Pedro, poderá ser, se quisermos, o início de uma nova vida. O bispo Hilário de Poitiers, que se converteu ao cristianismo quando já era adulto, afirmava, ao repensar na sua vida passada: “Antes de te conhecer, eu não existia”.
O necessário é apenas nos situarmos na verdade, reconhecermos que precisamos ser justificados, que não nos auto-justificamos. O publicano da parábola subiu ao templo e fez uma brevíssima oração: “Ó Deus, tem piedade de mim, pecador”. E Jesus diz que aquele homem foi para casa “justificado”, ou seja, transformado em homem justo, perdoado, feito criatura nova; cantando alegremente, penso eu, dentro do seu coração (Lc 18,14). O que ele tinha feito de tão extraordinário? Nada. Ele se colocou na verdade diante de Deus, e esta é a única coisa de que Deus precisa para agir.
***
Como o alpinista que, superando uma passagem perigosa, faz uma parada para retomar o fôlego e admirar a paisagem que se abre à sua frente, assim o apóstolo Paulo, no início do capítulo quinto da Carta aos Romanos, depois de proclamar a justificação pela fé, escreve: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus graças a nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus; não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência produz a experiência, e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5. 1-5).
Hoje, a partir de satélites artificiais, são tiradas fotografias infravermelhas de regiões inteiras da terra e de todo o planeta. Como é diferente a paisagem vista de cima, à luz desses raios, em comparação com o que vemos à luz natural e estando presentes no local! Eu me lembro de uma das primeiras fotos de satélite que correram o mundo, reproduzindo a península inteira do Sinai. As cores eram muito diferentes, eram mais evidentes os relevos e as depressões. É um símbolo. A vida humana, vista pelo infravermelho da fé, do alto do Calvário, também se mostra diferente de como é vista “a olho nu”.
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“Em Cristo, que subiu à direita do Pai, a humanidade encontrou o seu objetivo final. Já começaram os novos céus e a nova terra” (Foto: CTV)
 
“Tudo”, dizia o sábio do Antigo Testamento, “acontece para o justo e para o ímpio… Percebi que, sob o sol, em vez da lei existe a iniquidade, e, no lugar da justiça, a maldade” (Eclesiastes 3, 16; 9, 2). Em todos os tempos, de fato, viu-se a maldade triunfante e a inocência humilhada. Mas para que não se pense que no mundo não há nada de fixo e de certo, observa Bossuet, às vezes se vê o oposto, ou seja, a inocência no trono e a maldade no cadafalso. Mas o que o Eclesiastes concluía? “Então eu pensei: Deus julgará o justo e o ímpio, porque há um tempo para cada coisa” (Eclesiastes 3, 17). Ele encontra o ponto de observação que devolve a paz à alma.
O que o Eclesiastes não podia saber, mas que nós sabemos, é que esse juízo já aconteceu: “Agora”, diz Jesus, caminhando para a sua paixão, “é o julgamento deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo; e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos para mim” (Jo 12, 31-32).
Em Cristo morto e ressuscitado, o mundo chegou ao seu destino final. O progresso da humanidade avança a um ritmo vertiginoso e a humanidade vê desenrolar-se, à sua frente, horizontes novos e inesperados, fruto das suas descobertas. Pode-se dizer, porém, que já chegou o fim do tempo, porque em Cristo, que subiu à direita do Pai, a humanidade encontrou o seu objetivo final. Já começaram os novos céus e a nova terra.
Apesar de toda a miséria, injustiça e monstruosidade na terra, ele já inaugurou a ordem definitiva no mundo. O que vemos com os nossos olhos pode nos sugerir o contrário, mas o mal e a morte foram, na verdade, derrotados para sempre. As suas fontes secaram; a realidade é que Jesus é o Senhor do mundo. O mal foi vencido radicalmente pela redenção que ele realizou. O novo mundo já começou.
Uma coisa, acima de tudo, parece diferente quando vista através dos olhos de fé: a morte! Cristo entrou na morte como se entra numa prisão escura, mas saiu dela pela muralha oposta. Ele não voltou por onde tinha entrado, como Lázaro, que tornara à vida para depois morrer de novo. Cristo abriu uma brecha para a vida que ninguém poderá fechar e pela qual todos podem segui-lo. A morte não é mais um muro contra o qual se parte toda esperança humana; ela se tornou uma ponte para a eternidade. Uma “ponte dos suspiros”, talvez, porque ninguém gosta do fato de morrer, mas uma ponte, não mais um abismo que engole tudo. “O amor é forte como a morte”, diz o Cântico dos Cânticos (8,6). Em Cristo, ele é mais forte do que a morte!
Na sua “História Eclesiástica do Povo Inglês”, Beda, o Venerável, relata como a fé cristã chegou até o norte da Inglaterra. Quando os missionários vindos de Roma chegaram a Northumberland, o rei do lugar convocou um conselho de notáveis para decidir se permitia ou não que eles divulgassem a nova mensagem. Alguns dos presentes foram a favor, outros contra. Era um inverno rigoroso, açoitado pela nevasca lá fora, mas a sala estava iluminada e aquecida. Em dado momento, um pássaro entrou por um buraco na parede, pairou assustado na sala e desapareceu por outro buraco, na parede oposta. Então, levantou-se um dos presentes e disse: “Rei, a nossa vida neste mundo é como aquele pássaro. Viemos não sabemos de onde, desfrutamos por um breve instante da luz e do calor deste mundo e depois desaparecemos de novo na escuridão, sem saber para onde estamos indo. Se estes homens podem nos revelar alguma coisa do mistério da nossa vida, devemos ouvi-los”.
A fé cristã poderia voltar ao nosso continente e ao mundo secularizado pela mesma razão por que já entrou nele antes: como a única que tem uma resposta segura para dar às grandes questões da vida e da morte.
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A cruz separa os crentes dos não crentes, porque, para alguns, ela é escândalo e loucura, e, para outros, é poder de Deus e sabedoria de Deus (cf. I Cor 1, 23-24). Em sentido mais profundo, ela une todos homens, crentes e não crentes. “Jesus tinha que morrer [...] não por uma nação, mas para reunir todos os filhos de Deus que andavam dispersos” (Jo 11, 51 s.). Os novos céus e a nova terra são de todos e para todos, porque Cristo morreu por todos.
 
Frei Cantalamessa destacou que a redenção de Cristo é para todos (Foto: CTV)
“[A cruz] une todos homens, crentes e não crentes” (Foto: CTV)
 
A urgência decorrente de tudo isto é evangelizar: “O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos” (II Cor 5,14). Impele a evangelizar! Vamos anunciar ao mundo a boa notícia de que “não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, porque a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus nos libertou da lei do pecado e da morte” (Rm 8, 1-2).
Há um conto, do judeu Franz Kafka, que é um poderoso símbolo religioso e que assume um novo significado, quase profético, na Sexta-Feira Santa: “Uma Mensagem Imperial”. Fala de um rei que, em seu leito de morte, chama um súdito e lhe sussurra ao ouvido uma mensagem. É tão importante aquela mensagem que ele faz o súdito repeti-la ao seu próprio ouvido. O mensageiro parte, logo em seguida. Mas ouçamos o resto da história diretamente do autor, com o tom onírico, de pesadelo, quase, que é típico deste escritor:
“Projetando um braço aqui, outro acolá, o mensageiro abre alas por entre a multidão e avança ligeiro como ninguém. Mas a multidão é imensa, e as suas moradas, exterminadas. Como voaria se tivesse via livre! Mas ele se esforça em vão; ainda continua a se afanar pelas salas interiores do palácio, do qual nunca sairá. E mesmo que conseguisse, isto nada quereria dizer: ele teria que lutar para descer as escadas. E mesmo que conseguisse, ainda nada teria feito: haveria que cruzar os pátios; e, depois dos pátios, o segundo círculo dos edifícios. Se conseguisse precipitar-se, finalmente, para fora da última porta – mas isso nunca, nunca poderá acontecer – eis que, diante dele, alçar-se-ia a cidade imperial, o centro do mundo, em que montanhas de seus detritos se amontoam. Lá no meio, ninguém é capaz de avançar, nem mesmo com a mensagem de um morto. Tu, no entanto, te sentas à tua janela e sonhas com aquela mensagem quando a noite vem”.
Do seu leito de morte, também Cristo confiou à sua Igreja uma mensagem: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Ainda existem muitos homens que se sentam à janela e sonham, sem saber, com uma mensagem como a dele. João, como acabamos de ouvir, afirma que o soldado perfurou o lado de Cristo na cruz “para que se cumprisse a Escritura, que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram” (Jo 19, 37). No Apocalipse, ele acrescenta: “Eis que vem sobre as nuvens e todo olho o verá; até os mesmos que o trespassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por ele” (Ap 1,7).
Esta profecia não anuncia a última vinda de Cristo, quando já não for o tempo da conversão, mas do julgamento. Ela descreve, em vez disso, a realidade da evangelização dos povos. Nela ocorre uma vinda misteriosa, mas real, do Senhor que traz a salvação. O seu pranto não será de desespero, mas de arrependimento e de consolação. Este é o significado da profecia da Escritura, que João vê realizada no lado trespassado de Cristo, ou seja, o texto de Zacarias 12, 10: “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o Espírito de graça e de consolação; eles olharão para mim , para aquele a quem trespassaram”.
A evangelização tem uma origem mística; é um dom que vem da cruz de Cristo, daquele lado aberto, daquele sangue e água. O amor de Cristo, como o da Trindade, do qual é a manifestação histórica, é “diffusivum sui”, tende a se expandir e chegar a todas as criaturas, “especialmente as mais necessitadas da sua misericórdia”. A evangelização cristã não é conquista, não é propaganda; é o dom de Deus para o mundo em seu Filho Jesus. É dar ao Chefe a alegria de sentir a vida fluir do seu coração para o seu corpo, até vivificar os seus membros mais distantes.
Temos de fazer todo o possível para que a Igreja nunca se pareça ao castelo complicado e assombroso descrito por Kafka, e para que a mensagem possa sair dela tão livre e alegre como quando começou a sua corrida. Sabemos quais são os impedimentos que podem reter o mensageiro: as muralhas divisórias, começando por aquelas que separam as várias igrejas cristãs umas das outras; a burocracia excessiva; os resíduos de cerimoniais, leis e disputas do passado, que se tornaram, enfim, apenas detritos.
Em Apocalipse, Jesus diz que ele está à porta e bate (Ap 3:20). Às vezes, como foi observado por nosso Papa Francisco, não bater para entrar, mas batendo de dentro porque ele quer sair. Sair para os “subúrbios existenciais do pecado, o sofrimento, a injustiça, ignorância e indiferença à religião, de toda forma de miséria.”
Acontece como em certas construções antigas. Ao longo dos séculos, para adaptar-se às exigências do momento, houve profusão de divisórias, escadarias, salas e câmaras. Chega um momento em que se percebe que todas essas adaptações já não respondem às necessidades atuais; servem, antes, de obstáculo, e temos então de ter a coragem de derrubá-las e trazer o prédio de volta à simplicidade e à linearidade das suas origens. Foi a missão que recebeu, um dia, um homem que orava diante do crucifixo de São Damião: “Vai, Francisco, e reforma a minha Igreja”.
“Quem está à altura dessa tarefa?”, perguntava-se o Apóstolo, aterrorizado, diante da tarefa sobre-humana de ser no mundo “o aroma de Cristo”; e eis a sua resposta, que é verdade também agora: “Não é que sejamos capazes de pensar alguma coisa como se viesse de nós; a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez idôneos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá vida” (II Cor 2, 16; 3, 5-6).
Que o Espírito Santo, neste momento em que se abre para a Igreja um novo tempo, cheio de esperança, redesperte nos homens que estão à janela a esperança da mensagem e, nos mensageiros, a vontade de levá-la até eles, mesmo que ao custo da própria vida.

PAPA FRANCISCO: CELEBRAÇÃO SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

O papa Francisco deu início, na tarde desta sexta-feira, à celebração da Paixão do Senhor, na Basílica Vaticana.  Pontífice se posicionou diante do altar e fez uma oração silenciosa ao chegar ao local. Essa é a primeira vez que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio preside as celebrações de Páscoa como Papa, pois foi eleito Pontífice no último dia 13 de março. Nesta noite, o pontífice conduz a tradicional Via Sacra pelo Coliseu, em Roma.
 
O Papa Francisco presidiu a celebração da Paixão do Senhor, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O rito consiste na Liturgia da Palavra, seguida pela adoração da Cruz e a Comunhão Eucarística com hóstias consagradas no dia anterior, pois neste dia não é celebrado nenhum sacramento. É o único dia do ano em que a Igreja Católica no mundo inteiro não celebra a Missa.

A meditação foi feita pelo pregador oficial da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, OFM, que refletiu sobre o tema “Justificados gratuitamente por meio da fé no sangue de Cristo”.

Na homilia, Cantalamessa explicou que a Cruz separa os crentes dos não-crentes, para alguns ela é escândalo e loucura, e para outros é poder e sabedoria de Deus. Mas em um sentido mais profundo, a Cruz une todos os homens.

“Jesus tinha que morrer. Não por uma nação, mas para reunir juntos, todos os filhos de Deus que estavam dispersos. Os novos céus e a nova terra são de todos e para todos, porque Cristo morreu por todos”, ressaltou
 
 
FONTE: CORREIO DO BRASIL / CANÇÃO NOVA.

PAPA FRANCISCO: CELEBRAÇÃO DA QUINTA-FEIRA SANTA

Na missa da crisma, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco voltou a defender os que sofrem. Para 1,6 mil sacerdotes, pediu que saiam para as periferias, onde há derramamento de sangue e prisioneiros de muitos senhores maus. Aconselhou aos que estão se formando na vida religiosa que evitem o carreirismo. Afirmou que os que não vivem perto do povo correm o risco de se tornar tristes e se transformar em colecionadores de antiguidades.
Após pregar aos padres por uma igreja pobre e humilde, o Papa Francisco deixou o Vaticano para lavar os pés de 12 presos de um cárcere de menores, entre eles duas mulheres. Um gesto que, como cardeal, Jorge Bergoglio já tinha praticado na Argentina. No Vaticano, algumas autoridades teriam resistido, mas depois aceitaram.
Pela primeira vez esta cerimônia não foi realizada no Vaticano ou na Igreja de São João do Latrão, em Roma. A inovação tem grande significado. Uma das presas é de fé muçulmana. Entre os rapazes, além de católicos, alguns são cristãos ortodoxos e muçulmanos.
Ao iniciar o ritual, o papa falou que os que estão mais no alto devem estar a serviço dos outros. “Lavar os pés quer dizer que eu estou a serviço de vocês”, disse o papa. “Estou feliz de estar aqui. Sigam em frente e não percam a esperança”, pediu Francisco aos detentos.
 
FONTE: JORNAL NACIONAL

PROCISSÃO DO FOGARÉU - PARATY / RJ

A Procissão do Fogaréu era também conhecida como “Procissão da Prisão” ou “Endoenças”. Em sua feição original era frequentada apenas por homens que, em passos acelerados, conduzindo archotes e velas, entoando a Ladainha de Todos os Santos, com as ruas da cidade às escuras ao som das matracas, entravam pela porta lateral e saiam pela porta da frente das quatro Igrejas do Centro Histórico, tendo por finalidade a reparação das indignidades e irreverências cometidas, visitando portanto o local em que seria sepultado após a morte: “no interior das Igrejas” que eram os antigos cemitérios, herança medieval, presente no livro do Anno Christão ou Exercícios de Piedade do Padre Croiset, datado de 1849, 292 paginas e nas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia.

Antigamente não era permitida a presença de mulheres e crianças no cortejo. Era lhes proibido até mesmo assistirem à passagem da procissão, ainda que fosse através das frestas das janelas, pois segundo as Constituições de 1758 "...A noite era do domínio do Príncipe das Trevas, o Demônio..." . Em depoimento sobre a Semana Santa em Paraty, a Sra. Benedita Vieira de Oliveira, relatou que na sua adolescência, quando residiu em sobrado à Rua do Comércio esquina com a Rua Maria Jácome de Mello, de propriedade do casal Leontino Carlos de Mello e Souza e Basildes Vieira de Mello, foi diversas vezes impedida pela matriarca da família, de assistir o cortejo, contrariando, conseguia ver a passagem, pelas frestas dos postigos das portas da sacada da sala de visitas, voltadas para a Rua do Comércio.

Até o inicio do século XX, a figura de um centurião romano vinha à frente da procissão, além de outros, de tempos em tempos, tocava uma trombeta – o símbolo da morte. O ultimo centurião em Paraty foi representado por um carpinteiro chamado “Virgúlino”. No Brasil atualmente, somente as cidades de Goiás Velho em Goiás, Tiradentes em Minas Gerais, Oeiras no Piauí, Sobral no Ceará e Paraty realizam esta procissão, que já se tornou raridade.

Texto de Julio Cezar Neto Dantas (Diretor do Museu de Arte Sacra e Forte Defensor Perpétuo
 

O JEJUM

O JEJUM TEM MOTIVOS MEDICINAIS E RELIGIOSOS. MAS NESTA MATÉRIA TRATAREI APENAS DO SENTIDO RELIGIOSO DO JEJUM.
 
É INDICADO PRINCIPALMENTE NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS (INÍCIO DA QUARESMA) E NA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO (FIM DA QUARESMA). O JEJUM É O ESVAZIAMENTO DE SI, É O CONTROLE DA VONTADE E GESTO CONCRETO, SEGUNDO OS CATÓLICOS. 
 
CADA RELIGIÃO TEM SUA MANEIRA DE PRATICAR O JEJUM. CONFIRA:
 
IGREJA CATÓLICA:
 
A Igreja Católica distingue entre jejum e abstinência. O jejum é a abstinência total ou parcial de comida e bebida (com exceção da água) enquanto que a abstinência é abster-se de alguma coisa que seja mais pesada ou mais cobiçada.
Durante toda a Quaresma é proposta aos Católicos o jejum, a oração e/ou a abstinência a fim de que estes possam experienciar os quarenta dias que Jesus jejuou no deserto. Durante esse período é proposto que se abstenham de comer ou fazer algo e que o dinheiro que sobre dessa abstinência seja entregue a boas causas. Nas Sextas-feiras da Quaresma pode ser proposta, por exemplo, a abstinência de carne, por esta ser um alimento mais pesado e tradicionalmente mais caro.
Na Sexta-Feira Santa e na Quarta-Feira de Cinzas são os dias em que a Igreja estimula o jejum.
O jejum não é proposto a pessoas em condições especiais de vulnerabilidade: crianças, enfermos, viajantes, pessoas idosas ou muito fracas, e mulheres grávidas.
 
RELIGIÕES PROTESTANTES:
 
Os protestantes não tem datas específicas para jejuar. O jejum é baseado no sentido bíblico literal, que é uma forma de 'matar a carne'. Quando você 'mata a carne', você está fortalecendo o seu espírito, vencendo motivações egoístas e assim, se aproximando mais de Deus. O jejum pode ser a abstinência não só de alimentos e líquidos, mas de qualquer coisa ou hábito que tenha se tornado 'indispensável', como forma de entrega e dependência real de Deus. O jejum eficaz é acompanhado de leitura bíblica e oração. Ele também varia de acordo com a idade, condição de saúde, necessidade de esforço entre outros. O modo de se jejuar no meio evangélico é acompanhado de oração e leitura/meditação na Bíblia (palavra de Deus). Eles creem que, jejuando, a pessoa fica mais forte espiritualmente e mais resistente ao inimigo e às tentações carnais. É comum igualmente que não se demostre para outras pessoas seu jejum, devido a crença de que isto se trata de um ato particular entre o homem e Deus. O jejum tem a finalidade de aproximar o ser humano de Deus.
 
BUDISMO:
 
Os Budistas veem o ato do jejum como uma reflexão quando aos necessidade de consumir. Normalmente possuem uma forma de se alimentar com respeito ao seu alimento, com consciência do que foi morto e quem trabalhou para que a comida chegasse até você (por tal, normalmente mantem o hábito de agradecer em oração há todos estes), além de comerem o mínimo necessário para sua sobrevivência em respeito ao seu alimento (normalmente apenas uma porção igual ao seu punho fechado por dia). Por tal, o jejum muitas vezes é um ato de sacrifício pessoal em respeito ao seu alimento e uma forma de refletir a importância dos seus alimento e seus vícios.
 
IGREJA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS
 
Os santos dos últimos dias (também conhecidos como mórmons) são encorajados a praticar o jejum completo (abstinência total de alimentos e líquidos) durante um período que inclua duas refeições (aproximadamente 24 horas), em todo primeiro sábado/domingo* de cada mês. (*Iniciando no almoço ou jantar do sábado e concluindo na mesma refeição no domingo.) O jejum também pode ser praticado durante outros dias do mês, conforme a vontade do praticante, sendo a prática do mesmo no primeiro domingo reforçada por uma reunião especial, onde os santos dos últimos dias têm a liberdade de relatarem suas experiências pessoais e prestarem testemunho de suas crenças. Durante o jejum, os praticantes mórmons se dedicam mais especificamente à leitura e estudo das escrituras e à oração. A quantia que seria gasta no preparo dessas duas refeições é doada para um fundo específico da Igreja, que o utiliza para tratar dos necessitados. Os santos dos últimos dias consideram o jejum como um meio de desenvolver autocontrole, buscar bênçãos divinas e refinar o espírito.
 
SÃ DOUTRINA ESPIRITUAL DO SÉTIMO DIA
 
Os membros da Sã Doutrina Espiritual do Sétimo Dia (também conhecidos como crente-espiritual) praticam o jejum completo (abstinência total de alimentos e líquidos) durante períodos determinados, normalmente aos sábados, iniciando ao amanhecer, e concluindo ao meio dia, ou ainda às 18:00 horas), em todos os momentos que necessite fazer uma oferta per si, ou ainda em benefício de um irmão, parente, ou amigo. Durante o jejum, os praticantes se dedicam mais especificamente à leitura e estudo das escrituras, à oração, e ao cultivo de cânticos (hinos).Os crentes da doutrina consideram o jejum como um meio de buscar bênçãos divinas, do desenvolvimento de dons, de encontrar entendimento espiritual, e refinar o espírito.


SÁBADO DE ALELUIA

É O DIA DE ESPERA. OS CRISTÃOS JUNTO AO SEPULCRO DE JESUS AGUARDAM A RESSURREIÇÃO. NO FINAL DESTE DIA É CELEBRADA A VIGÍLIA PASCAL: FAZ-SE LEITURA DE 8 PASSAGENS BÍBLICAS (4 LEITURAS E 4 SALMOS) PERCORRENDO-SE TODA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO, DESDE ADÃO ATÉ O RELATO DOS PRIMEIROS CRISTÃOS. ENTOA-SE O GLÓRIA E O ALELUIA, QUE FORAM OMITIDOS DURANTE O PERÍODO DA QUARESMA. A CELEBRAÇÃO ENCERRA-SE COM A LITURGA EUCARÍSTICA.

O SIGNIFICA ALELUIA?

 Aleluia é um termo de origem hebraica, que é a soma de \"hallal\" (que significa louvor), mais \"yah\" (que significa YAHWEH, de forma abreviada).
...

Portanto ALELUIA significa "Louvor ao Senhor".

Então não perca tempo: Louve ao Senhor além da morte e ressureição de seu Filho Jesus por todos nós. Louve ao Senhor também por tudo que ele tem feito pela sua vida, sua família e amigos. Ele merece pelo menos este tipo de satisfação. Seejamos menos ingratos a este Deus poderoso que nos guarda e abençoa todos os dias.

"Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!" (Salmos 150:6)


 

SEXTA-FEIRA SANTA

A SEXTA-FEIRA SANTA É TAMBÉM CHAMADA DE SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO. É QUANDO A IGREJA RECORDA A MORTE DE JESUS. É CELEBRADA A SOLENE AÇÃO LITÚRGICA, PAIXÃO E ADORAÇÃO DA CRUZ. É UM DIA DE SACRIFÍCIOS. A RECORDAÇÃO DA MORTE É CONSTITUÍDA DE 4 MOMENTOS:
 
 - LITURGIA DA PALAVRA;
 - ORAÇÃO UNIVERSAL;
 - ADORAÇÃO DA CRUZ;
 - RITO DE COMUNHÃO.
 
 - OS PARÂMETROS PARA ESTA OCASIÃO SÃO DE COR VERMELHA.

SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA, NÃO SE COME CARNE VERMELHA NESTE DIA, POR ISSO, O PEIXE É MUITO PROCURADO NESTE PERÍODO.

QUINTA-FEIRA SANTA

5º DIA DA SEMANA SANTA. ONDE ACONTECE A CELEBRAÇÃO DA ÚLTIMA CEIA: QUE CONTA COM A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA E O LAVA-PÉS. É NESTE MOMENTO QUE JUDAS, UM DOS APÓSTOLOS DE CRISTO, SAI E ENTREGA JESUS POR 30 MOEDAS DE PRATA. É NESTA NOITE QUE JESUS É PRESO E INTERROGADO. COM A CELEBRAÇÃO DA QUINTA-FEIRA SANTA ENCERRA-SE O PERÍODO DA QUARESMA.